A Comgás voltou a ser apontada como referência no fornecimento de gás em São Paulo: em pesquisa espontânea do Datafolha, realizada entre 5 e 13 de fevereiro, a marca foi citada por 37% dos entrevistados e venceu a categoria pela terceira vez seguida. O levantamento ouviu 1.008 pessoas com 16 anos ou mais, pertencentes às classes A e B da capital; a margem de erro é de três pontos percentuais, com confiança de 95%.

O índice é mais alto entre entrevistados com 41 anos ou mais (47%), com maior escolaridade (43%), renda entre 10 e 20 salários mínimos (54%) e moradores da zona oeste (50%), segundo o próprio Datafolha. O recorte exclusivo para classes A e B reduz o alcance do resultado como retrato da cidade inteira: trata-se, sobretudo, de um termômetro do segmento de maior poder aquisitivo.

A Comgás, regulada pela Arsesp, ressaltou o agradecimento ao reconhecimento, mas não comentou em razão de período de silêncio. No plano de investimentos até 2029, a empresa prioriza mobilidade (corredores de GNV e biometano) e soluções residenciais para ambientes menores, com operação monitorada 24 horas. A companhia também avança na conexão de plantas de biometano à rede, alternativa alinhada à agenda de descarbonização.

O resultado consolida a força da marca em um mercado que, contudo, enfrenta desafios estruturais: a crescente eletrificação e a expansão de fontes renováveis alteram o mix energético. Dados da Agência Internacional de Energia lembram que o gás emite menos CO₂ que petróleo e carvão, mas a disputa por relevância no consumo doméstico e em frotas dependerá do ritmo dos investimentos, da regulação e da capacidade do setor de integrar gases renováveis sem perda de competitividade.