Novo recorte do Datafolha divulgado nesta sexta revela que 38% dos entrevistados citam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato à Presidência prejudicado pela crise do STF e pelo caso do Banco Master. Em segundo lugar aparece Flávio Bolsonaro (PL), apontado por 31% como também prejudicado. Respostas foram espontâneas e múltiplas para quem afirmou que a crise afetaria candidaturas.

O levantamento ouviu 2.001 eleitores entre terça (15) e quinta-feira (17), a três dias de campo inteiramente marcados pelo recrudescimento das disputas entre ministros do Supremo, vazamentos e questionamentos sobre a relação de integrantes da corte com o universo do ex-banqueiro implicado. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no TSE sob o código BR-04029/2026; foi contratada pela Folha e pela Globo.

Além de Lula e Flávio, nomes como Renan Santos e Ronaldo Caiado registraram 2% cada; outros candidatos somaram menções residuais. Para 5% dos entrevistados a crise prejudicaria todos os candidatos, e 25% entendem que nenhuma candidatura seria afetada; 14% preferiram não opinar. Os números formam um retrato do momento, não uma previsão de resultado eleitoral.

Politicamente, o recorte acende alerta: a pesquisa expõe custo político difuso da turbulência no Judiciário, capaz de contaminar tanto o governismo quanto a oposição que tenta explorar o episódio. Para as campanhas, os dados sugerem necessidade de reação rápida — seja para blindar a imagem presidencial, seja para transformar denúncias em vantagem sem ampliar o desgaste próprio. A evolução desses percentuais será determinante para recalibrar mensagens, alianças e prioridades até 2026.