Pesquisa do Datafolha realizada entre 5 e 13 de fevereiro com 1.008 moradores das classes A e B de São Paulo aponta empate técnico entre iFood e Drogaria São Paulo na categoria serviços 24 horas. A Drogaria São Paulo foi citada espontaneamente por 7% dos entrevistados (ante 3% na edição anterior), enquanto o iFood manteve 5% de lembrança. A margem de erro é de três pontos percentuais, o que torna o resultado tecnicamente empatado.

O levantamento confirma a consolidação da conveniência como exigência do consumidor paulistano: não se trata mais de um luxo, mas de um diferencial competitivo. Para o iFood é a terceira vitória na categoria desde a criação do prêmio; para a Drogaria São Paulo, é a segunda. O recorte da pesquisa é um retrato do momento, não uma previsão definitiva, mas indica preferências que têm impacto comercial imediato.

As empresas citadas interpretam o reconhecimento como reflexo de estratégias distintas que convergem para a mesma promessa: disponibilidade a qualquer hora. O iFood atribui o resultado à ampliação do portfólio — mercado, farmácia, conveniência e pet shop — e cita uma campanha de reposicionamento lançada em 2025; a empresa informou ainda plano de investimentos de R$ 17 bilhões em tecnologia, logística e digitalização, dos quais R$ 6 bilhões seriam para expansão de parceiros. A Drogaria São Paulo destaca capilaridade, política de preços e serviços em loja; a rede registrou receita de R$ 18 bilhões em 2025.

O empate técnico tem implicações práticas: reforça a corrida por ampliar horários e variedade de ofertas, força concorrentes a revisar investimentos em tecnologia e logística e eleva a importância da integração entre estabelecimentos, entregadores e consumidores — desafio que as próprias empresas reconhecem. Em um mercado em que São Paulo responde por parcela significativa da operação do iFood, manter escala e eficiência 24 horas tornou‑se condição para não perder espaço.