A mais recente rodada do Datafolha aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 39% das intenções de voto entre eleitores de 16 a 24 anos, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro. A diferença, porém, está dentro da margem de erro de seis pontos dessa faixa etária, o que mantém tecnicamente um empate. O recorte acende alerta para as campanhas: apesar da vantagem nominal, o quadro entre jovens segue volátil e sujeito a oscilações.
A comparação com a pesquisa anterior mostra variações pequenas e dentro da margem: Lula tinha 36% e Flávio 34% na rodada anterior. Entre os jovens que já declaram um nome, 33% dizem que ainda podem mudar o voto e 67% afirmam estar totalmente decididos. No mesmo recorte, Renan Santos marca 9% e o escritor Augusto Cury, 7%; os demais candidatos aparecem com até 2% cada. Brancos, nulos ou nenhum somam 5% e indecisos, 3%.
No total do eleitorado, Lula permanece com 39% e Flávio aparece com 36%, repetindo o empate técnico com margem de erro nacional de dois pontos. Em simulações de segundo turno, o presidente tem 49% entre os jovens, contra 39% do senador — novamente tecnicamente empatados — e 46% a 44% no conjunto da amostra, os mesmos números da rodada anterior. Lula ultrapassa 50% em confronto com Caiado, Zema e Renan, e empata com Cury em 44%.
Os números revelam padrões claros de segmentação: Lula lidera entre quem ganha até dois salários mínimos (46% a 29%), mulheres (41% a 32%) e eleitores com ensino fundamental (47% a 30%). Flávio domina entre evangélicos (48% a 26%), homens (39% a 37%) e renda mais alta (acima de cinco salários: 44% a 28%). Essas fissuras expõem desafios práticos: a disputa não é uniforme e exige foco em públicos decisivos. Para ambos os lados, os dados reforçam sinal de alerta e complicam a narrativa oficial, pressionando por ajustes de mensagem e campanha diante de um eleitorado ainda permeável.