Nova rodada do Datafolha em São Paulo revela empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência: ambos aparecem com 35% em cenário de primeiro turno testado pelo instituto. O levantamento, realizado entre 1º e 3 de julho com 1.608 entrevistas e margem de erro de dois pontos, também traz sinais que complicam a narrativa petista: no segundo turno, Flávio sobe para 46% contra 43% de Lula, e o petista acumula rejeição mais alta entre os eleitores paulistas — 51% afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula, ante 43% de rejeição a Flávio.

O mapa regional dentro do estado acentua o problema para o PT. Enquanto Lula mantém desempenho mais forte na região metropolitana (48% a 40%), seu voto recua no interior — onde aparece com 38% contra 52% do senador — cenário que pode custar caro por representar fatias importantes do eleitorado paulista. A pesquisa também traz números da espontânea (Lula 24%, Flávio 18%) e menções a Jair Bolsonaro com 3%. No conjunto, os dados mostram concorrência acirrada na maior corte eleitoral do país e exposição do petista a perdas em áreas tradicionalmente decisivas.

Politicamente, o resultado acende um alerta para a campanha de Lula: o empate técnico em São Paulo não é apenas simbólico; traduz risco concreto em um colégio eleitoral com mais de 30 milhões de eleitores. A combinação de rejeição elevada e desempenho frágil no interior pressiona o PT a revisar táticas — seja para reduzir o antipetismo, ajustar mensagem ou reforçar alianças regionais — sob pena de ver vantagem convertida em derrota no segundo turno. Para a oposição, os números reforçam que a disputa pode ser vencida com foco no interior e na erosão da vantagem moral que o PT tentou preservar desde 2002. O registro da pesquisa no TSE é SP-01703/2026 e BR-06481/2026.