Pesquisa Datafolha realizada entre 7 e 9 de abril com 2.004 entrevistados em 137 municípios mostra que Alexandre de Moraes é de longe o ministro do Supremo Tribunal Federal mais conhecido: 89% disseram, na pergunta estimulada, conhecer seu nome. No conjunto, seis dos 10 integrantes da corte são reconhecidos pela maioria da população. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais e foi registrado no TSE sob o número BR-03770/2026.
A lista de reconhecimento segue com Cármen Lúcia (68%) e Gilmar Mendes (62%). Ministros com menos tempo no tribunal têm menor visibilidade: André Mendonça aparece com 42%, Kassio Nunes Marques com 30% e Cristiano Zanin com 37%. Na memória espontânea, Moraes também lidera (39%), seguido por Cármen (10%) e Flávio Dino (8%). Como esta foi a primeira vez que o Datafolha fez essas perguntas ao público, não há série histórica para medir tendência.
Ao cruzar conhecimento com avaliação, o instituto calculou um índice que subtrai menções negativas de positivas. André Mendonça teve o melhor resultado (índice 26): 39% dos que o conhecem o classificam como ótimo ou bom, contra 13% que o consideram ruim ou péssimo — sinal de que, mesmo com menor visibilidade, sua avaliação entre os conhecedores é favorável. No outro extremo está Dias Toffoli, com índice de -16 (19% ótimo/bom e 35% ruim/péssimo). Toffoli aparece no levantamento com 54% de reconhecimento e tem enfrentado desgaste associado ao caso Banco Master, enquanto Mendonça assumiu a relatoria do processo em fevereiro e determinou a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Os dados expõem duas dimensões políticas relevantes para a corte: a centralidade pública de ministros mais visíveis e o impacto de processos de alto perfil na avaliação individual. A liderança de Moraes em reconhecimento reforça sua presença no debate público; a boa avaliação relativa de Mendonça pode lhe conferir margem política na condução de casos sensíveis; já o pior índice de Toffoli sinaliza vulnerabilidade institucional e risco de maior desgaste para o STF. A pesquisa funciona como um retrato do momento — não uma previsão — mas acende alerta sobre como visibilidade e controvérsias afetam a percepção pública da Suprema Corte.