O Datafolha fará entre 13 e 15 de outubro uma pesquisa eleitoral sobre a corrida presidencial de 2026, com divulgação prevista para 15 de outubro. Contratada pela Folha de S.Paulo, a sondagem terá atenção especial a um eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, além de perguntas sobre avaliação do governo, rejeição aos candidatos e a percepção dos eleitores sobre temas públicos.
O questionário combinará perguntas estimuladas e espontâneas sobre intenção de voto, perguntará se o eleitor já definiu seu voto e investigará motivações: se a escolha é por convicção no candidato ou, principalmente, para impedir o adversário. Haverá ainda medição da disposição efetiva de votar em cada nome (votar com certeza, considerar ou rejeitar) e uma avaliação sobre quem o entrevistado acredita que vai vencer, independentemente da preferência pessoal.
Além das intenções de voto, o levantamento abordará avaliação do governo Lula em opções que vão de ótimo a péssimo, além da aprovação ou desaprovação do trabalho presidencial. Serão listados os problemas que mais preocupam os brasileiros — como saúde, educação, economia, desemprego, violência e inflação — e coletadas posições sobre propostas em debate público, entre elas a redução da maioridade penal, mandatos fixos para ministros do STF, decisões colegiadas na Corte e alterações no foro privilegiado.
Do ponto de vista político, os dados vão além de um retrato: servem de termômetro para estratégias eleitorais. Níveis elevados de rejeição ou uma avaliação negativa do governo podem, por exemplo, acender alerta e ampliar desgaste para o campo governista; ao mesmo tempo, a força de votos motivados por voto contra expõe fragilidade de coalizões e exige reação tática. A pesquisa é um instantâneo — não uma previsão definitiva —, mas seus resultados tendem a influenciar discursos, mobilização de base e a pauta do debate público nos próximos meses.