Pesquisa do Datafolha com 1.008 moradores da cidade de São Paulo, das classes A e B, mostra que o Shopping Light foi citado por 17% das menções espontâneas às empresas preferidas no centro — alta de quatro pontos em relação ao levantamento anterior, quando tinha 13%. Entre jovens de 16 a 25 anos o índice sobe para 19%. O levantamento foi aplicado entre 5 e 13 de fevereiro e tem margem de erro de três pontos percentuais.

O shopping ocupa o edifício Alexandre Mackenzie, concluído em 1929 e tombado como patrimônio; a conservação de elementos como vitrais e escadarias reforça a identidade histórica do local. Paralelamente, o mix comercial vem se renovando com a presença de outlets e marcas esportivas reconhecidas, que transformaram a oferta e ajudam a explicar a lembrança entre consumidores de classes mais altas.

Além do varejo, iniciativas de atração direta de público ganharam destaque. A Gazit Brazil, administradora do centro, lançou o projeto Corre no Light antes do Natal de 2024 a partir de passeios guiados já existentes; a primeira edição teve 200 inscritos e a média de participantes hoje é o dobro. Em 26 edições, quase 10 mil atletas profissionais e amadores participaram; o evento também promove ativações culturais e serviços pós-corrida, criando uma comunidade engajada.

O resultado do Datafolha confirma uma tendência citada por administradores de centros urbanos: espaços patrimoniais que combinam comércio, lazer e eventos conseguem recuperar fluxo e relevância. Para se consolidar, porém, o modelo depende de frequência contínua além das corridas e promoções pontuais — e enfrenta o desafio de transformar lembrança e tráfego em consumo regular e diversidade de serviços no centro paulistano. Executivos do shopping dizem estar ampliando percursos e pontos de atração para manter a escalada de público.