A Uber foi apontada pelos moradores das classes A e B de São Paulo como o melhor aplicativo de transporte, segundo levantamento do Datafolha que ouviu 1.008 pessoas entre 5 e 13 de fevereiro. Na pesquisa O Melhor de São Paulo — que voltou a avaliar o segmento após quatro anos — três quartos dos entrevistados citaram espontaneamente a empresa. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A empresa atribui a preferência a uma série de ações voltadas para aumentar a participação feminina entre seus condutores. Segundo a plataforma, o número de motoristas mulheres subiu 160% nos últimos quatro anos, chegando hoje a 8% da base. Para fomentar esse crescimento, a companhia passou a ofertar incentivos financeiros àqueles que indicam novas condutoras, além de firmar parcerias com ONGs e iniciativas de empreendedorismo feminino para apresentar o aplicativo como alternativa de renda.
No plano operacional, a Uber desenvolveu ferramentas para priorizar o pareamento entre passageiras e motoristas do sexo feminino sem prejudicar a operação. Há três caminhos para isso: seleção direta da opção no app, agendamento antecipado e preferência definida no perfil — neste último caso, o algoritmo dá prioridade automática à conexão com uma motorista mulher. A funcionalidade foi testada inicialmente no interior de São Paulo e, em março, ampliada para a capital e outras cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
A estratégia mistura medidas de mercado e comunicação sobre segurança, o que tem efeito direto na experiência de consumo e no acesso ao trabalho por mulheres. Ao mesmo tempo, o avanço parte de uma base ainda limitada: 8% sinaliza crescimento, mas também mostra que o desafio de ampliar a oferta de condutoras permanece. Para a Uber, o reconhecimento do público nas classes mais altas reforça a necessidade de manter investimentos em incentivos e tecnologia para converter preferência em cobertura e competir em escala.