O Divino Fogão, rede com mais de 250 unidades, registrou crescimento de 52% nas vendas pelo modelo de preço fixo no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento interno. O formato —em que o cliente paga um valor único independentemente do que coloca no prato— passou a representar a maior parte das vendas da marca, com tíquete médio em R$ 55.
A empresa atribui a migração à busca por previsibilidade em um cenário de orçamento doméstico pressionado. Nas lojas que adotaram o modelo, o fluxo total de clientes cresceu 17% (10% ao considerar apenas lojas comparáveis) e o faturamento avançou entre 10% e 15%. A adesão entre os franqueados alcançou 96%, o que indica pouca resistência do ponto de vista da rede.
Além dos números, a mudança alterou o perfil do frequentador: houve maior presença feminina e aumento nas vendas de pratos tradicionais da culinária caipira, carro‑chefe da marca. Para setores de alimentação fora do lar, o resultado reforça uma tendência de oferecer produtos que equilibrem conveniência e custo‑benefício, reduzindo a aversão a “surpresas” na conta.
Do ponto de vista comercial, o avanço do preço fixo funciona como resposta rápida ao comportamento do consumidor, mas traz riscos e desafios: pode exigir ajuste de fornecedores, controle mais rígido de desperdício e medidas para evitar compressão de margem caso custos subam. Para concorrentes, o movimento é um sinal de que a competição por previsibilidade de gasto será central nos próximos meses.