O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira (14) em queda de 0,08%, cotado a R$ 4,992, mantendo-se abaixo da marca de R$ 5. A moeda ainda tocou a mínima do dia em R$ 4,971 e ficou no menor patamar desde 27 de março (R$ 4,980). No exterior, o índice DXY recuou 0,25%, para 98,11 pontos, refletindo menor aversão ao risco diante das notícias sobre uma possível retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.
A B3 acompanhou o otimismo global: o Ibovespa subiu 0,33%, a 198.657 pontos, e chegou a bater 199.354 pontos no intraday, novo recorde de pontuação durante o pregão. Analistas consultados pelo mercado ressaltam que a perspectiva de redução do conflito geopolítico tem derrubado o preço do petróleo — o Brent caiu cerca de 4,5% e o WTI mais de 7% durante a tarde — e renovado o apetite por ativos emergentes.
A combinação de menor preço do petróleo, afrouxamento das curvas de juros internacionais e o diferencial de remuneração do mercado doméstico tem sido favorável ao real, atraindo fluxo externo. Esse movimento ajudou o país a se posicionar entre os destinos preferidos pelos investidores em busca de retorno, revertendo em parte a cautela provocada pela escalada do conflito no início do confronto.
Ainda assim, persistem incertezas: as negociações entre EUA e Irã podem avançar ou emperrar nas próximas horas, e volatilidade segue presente. Para o mercado brasileiro, o cenário abre espaço para ganho de valor de ativos locais, mas também exige atenção à velocidade do movimento de capitais — entrada rápida pode reverter com igual rapidez diante de notícias adversas.