O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (13) abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em dois anos, cotado a R$ 4,997, queda de 0,26% frente à sexta-feira. Trata-se do menor patamar desde 27 de março de 2024, quando a moeda havia chegado a R$ 4,980. O movimento acompanhou declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Teerã procurou um acordo para encerrar o conflito, sinal que os operadores interpretaram como potencial trégua, mesmo sem confirmação oficial iraniana.

O alívio cambial teve reflexo imediato na Bolsa: o Ibovespa subiu 0,34%, fechando em 198.000 pontos e renovando o recorde histórico — no intraday atingiu 198.173 pontos. A sessão começou tensa, com o câmbio testando R$ 5,039 e o índice caindo a 196.222 pontos após o impasse entre as delegações no fim de semana, mas reverteu à tarde com a sinalização de retomada das conversas.

No mercado de petróleo, o Brent voltou a romper a faixa de US$ 100 por barril, com alta inicial superior a 7%, antes de desacelerar para cerca de US$ 98 após o alívio geopolítico. Entre os elementos que mantêm a volatilidade estão medidas adotadas no estreito de Hormuz e a controvérsia sobre cobranças a petroleiros em criptomoedas, fatores que elevaram o prêmio de risco na região.

A leitura do dia aponta para dois vetores: por um lado, a percepção de menor escalada reduz o apetite por ativos de refúgio e favorece o ingresso de capital estrangeiro, contribuindo para a valorização do real e a alta das ações. Por outro, a ausência de confirmação iraniana e as oscilações intradiárias demonstram que a janela de estabilidade é frágil — bastaria uma reversão nas negociações para reabrir pressão sobre câmbio e ativos locais.