O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (21) e, às 10h45, recuava 0,40%, cotado a R$ 5,173, enquanto o índice DXY — que mede a moeda americana frente a outras divisas fortes — caía 0,06%. No mesmo horário, o Ibovespa avançava 1,39%, aos 170.271 pontos. A nova pesquisa Datafolha, prevista para ser divulgada a partir das 18h40, mantém o noticiário político no centro da atenção dos agentes locais.

A fraqueza do dólar global e a decisão do Tesouro dos EUA de ampliar operações de recompra de títulos de longo prazo ajudaram a reduzir rendimentos dos Treasuries e impulsionar a busca por ativos de mercados emergentes. O órgão informou que elevará o volume das recompra de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões em papéis com vencimentos entre 10 e 30 anos — uma medida que, segundo operadores, manteve o apetite por risco nesta sessão.

Apesar do movimento favorável aos mercados emergentes, o cenário externo segue marcado por escalada de tensões entre Washington e Teerã. Declarações de autoridades americanas e iranianas, o fechamento do estreito de Hormuz e a perspectiva de sanções duras têm pressionado os preços do petróleo: o Brent avançava 0,22%, a US$ 93,95 por barril, reacendendo temores de choque de oferta e risco de alta da inflação global.

No fechamento de quinta-feira, o dólar tinha subido 0,33% e o Ibovespa ficou quase estável, em alta de 0,05%, aos 167.927 pontos — lembrando que a volatilidade doméstica tende a responder tanto a choques externos quanto a sinais políticos internos. A pesquisa Datafolha pode operar como gatilho de curto prazo para ativos locais, influindo na percepção de risco político e na formação de preço dos ativos até o fim do pregão.