O dólar operava em alta nesta quinta-feira (22), em um dia de espera pela pesquisa Datafolha sobre o segundo turno presidencial, que será divulgada à noite. Às 10h08 a moeda subia 0,20%, cotada a R$ 5,051, em um cenário de maior cautela diante de uma disputa tecnicamente empatada.

Os juros futuros acompanharam o ajuste de risco: a taxa DI para 2028 avançou para 12,865% (alta de 9 pontos-base) e a DI para 2030 subiu a 12,675% (mais 10 pontos-base). A combinação de incerteza eleitoral e a alta do petróleo alimenta o temor de pressão inflacionária e repercute na curva de juros.

No mesmo horário o Ibovespa recuava 0,26%, a 205.943 pontos. O pregão de quarta-feira já havia sido tenso, com o índice caindo 0,86% e destaque negativo para a WEG, cujas ações recuaram 7,33% para R$ 45,21 após balanço considerado aquém das expectativas por parte do mercado. Analistas apontam que a conversão das vendas em reais, custos de insumos como o cobre e despesas com expansão afetaram margens.

Pesquisas recentes alimentam a volatilidade: a Quaest mostrou Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44% no segundo turno, um empate técnico que mantém os mercados em compasso de espera. Para parte do mercado, a possibilidade de alternância de poder favorece ativos locais pela expectativa de ajuste fiscal, mas a pesquisa Datafolha poderá redefinir prazos e intensidade desse movimento.