O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (14), refletindo a cautela dos investidores diante da retomada das pesquisas eleitorais e da incerteza sobre mudanças na legislação trabalhista. Por volta das 9h30 a moeda subia 0,41%, cotada a R$ 5,044, enquanto o índice DXY — que mede o dólar frente a seis moedas fortes — avançava 0,05%. Na véspera o câmbio já reagira com alta de 0,74%, ao fechar a R$ 5,022.
No front político, a divulgação da primeira pesquisa Quaest sobre o segundo turno está prevista para as 18h, com transmissão pela GloboNews. O levantamento chega em momento sensível: o BTG/Nexus mostrou empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, o que tende a elevar a volatilidade e a demanda por proteção cambial. Em linguagem jornalística, a pesquisa acende alerta para mercados que precificam risco político.
Além do cenário eleitoral, investidores acompanham a possibilidade de aprovação do fim da escala 6x1, pauta que pode aumentar custos trabalhistas e pressionar margens das empresas. Analistas consultados apontam que fatores domésticos têm peso elevado em momentos eleitorais, capaz de mover mais o câmbio do que variações externas — ainda que os dados de inflação nos EUA e o preço do petróleo também estejam no radar.
O clima de maior aversão se refletiu na renda variável e na curva de juros: o Ibovespa recuou 1,04%, a 206.872 pontos, em sessão de realização de lucros, e os contratos de juros subiram — janeiro/2028 avançou para 12,715% e janeiro/2035 para 12,590%. O quadro combina sinal de alerta para governos e empresas: aumento de custo de capital, maior volatilidade e necessidade de ajuste na estratégia política e econômica.