O Atlético-MG viu a partida contra o Botafogo terminar em 1 a 1 com gosto de derrota: o time construiu chances e teve protagonismo, mas permitiu o empate nos acréscimos. O treinador Eduardo Domínguez enalteceu a postura da equipe, mas deixou claro que o resultado não reflete a ambição do clube.

Mais do que insatisfação pelo ponto perdido, o técnico apontou um padrão preocupante: a defesa voltou a ser vazada em jogadas aéreas. Nas últimas cinco partidas, o time sofreu quatro gols originados em bolas alçadas na área — fragilidade que já havia custado resultados recentes e que agora aparece como prioridade imediata.

Domínguez admitiu limitações e disse não ter solução pronta: comentou ausência de peças importantes em determinados lances e a incapacidade momentânea de afastar rebotes decisivos. A repetição do problema amplia a cobrança sobre a equipe e exige ajuste tático e trabalhado para evitar nova penalização em jogos de alta pressão.

A sequência é curta: o Atlético volta a campo pela Copa do Brasil contra o Ceará, no Castelão, e depois enfrenta o Mirassol pelo Brasileirão na Arena MRV. Mais do que fechar buracos defensivos, o resultado obriga o clube a reagir rapidamente para não transformar instabilidade defensiva em custo competitivo e político dentro do campeonato.