Há um ano, em 6 de maio de 2025, o Atlético-MG anunciou a contratação de Dudu com a promessa — explícita na negociação — de dar ao atacante mais minutos do que vinha recebendo no Cruzeiro. No entanto, os números mostram que o objetivo ainda não foi alcançado: em 51 partidas pelo Galo, Dudu começou no banco em 31 ocasiões (51,67%), não saiu do banco em 10 jogos e foi titular em 29 (48,33%). Até aqui são oito gols e seis assistências.
O contraste com a passagem pelo Cruzeiro torna a avaliação mais dura. Pelo time celeste ele esteve em campo em 17 partidas, com apenas seis entradas do banco (35,29%) e 11 inícios (64,71%). A saída em 2025 decorreu de uma sequência de desgaste com a comissão técnica, seguida de afastamento e rescisão, cenário que abriu caminho para o acerto com o Galo.
No Atlético, Dudu já trabalhou com Cuca e Sampaoli antes de ser aproveitado por Eduardo Domínguez, que tem acionado o atacante com frequência no segundo tempo. Apesar das trocas de técnico, o atleta não conseguiu se firmar como titular absoluto em nenhuma das gestões, mantendo perfil de opção ofensiva para os minutos finais.
Para o jogador, a situação expõe uma trajetória que pede reengenharia: sair do banco com maior impacto e recuperar a regularidade que justificou a transferência. Para o clube, manter um atacante com contrato até dezembro de 2027 como alternativa habitual de banco pode ser razoável — desde que as oportunidades geradas se convertam em desempenho consistente. Até lá, a promessa de mais tempo de jogo segue pendente.