O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) reagiu neste sábado no X a uma fala do pré-candidato Romeu Zema (Novo) e sugeriu que o PL rompa todas as suas alianças com a legenda de centro-direita. A reação ocorreu após novo episódio de críticas de Zema a Flávio Bolsonaro sobre a relação com Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master. PL e Novo mantêm coligações em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Goiás.

Zema reafirmou em entrevista ao site Brasil Paralelo que não lamenta ter criticado Flávio quando surgiram áudios sobre a tentativa de financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. O ex-governador de Minas também comentou a doação de R$ 1 milhão atribuída a Henrique Moura Vorcaro ao diretório estadual do Novo em Minas em 2022, destacando que, segundo o partido, não houve promessa de contrapartida.

O episódio expõe uma contradição: Zema, que antes dos vazamentos era cogitado por aliados de Flávio para integrar a chapa, passa a ser visto com desconfiança pela ala mais alinhada ao bolsonarismo. A troca de farpas e a menção pública ao episódio do Banco Master acende alerta sobre a capacidade da coligação de preservar acordos estaduais diante de atritos nacionais.

Do ponto de vista político, o clima amplia desgaste entre os parceiros e complica a narrativa oficial da frente de centro-direita para 2026. A pressão agora recai sobre dirigentes regionais, que terão de escolher entre manter alianças locais ou acompanhar a escalada de hostilidade na esfera nacional — um movimento que pode redesenhar palanques em estados-chave.