O goleiro Everson tratou a saída de Hulk como uma perda relevante para o Atlético-MG, tanto do ponto de vista técnico quanto tático, mas ressaltou que o grupo buscou resposta imediata no clássico diante do Cruzeiro. O 3 a 1 trouxe alívio em meio a uma semana marcada por turbulência no clube.
Everson destacou que já exercia influência dentro do vestiário antes mesmo de receber a braçadeira e prometeu manter a postura de liderança. A declaração aponta para uma tentativa de estabilizar o ambiente e preencher, ao menos internamente, o vácuo deixado pelo camisa 7.
A vitória tem caráter passa-d'água: ela vem depois da derrota para o Flamengo, de declarações públicas que tensionaram o elenco e do afastamento de Rafael Menin das rotinas do clube. Superar um clássico nesses termos devolve confiança e reduz o custo político e emocional das últimas semanas.
Sobre a expulsão de Lyanco, Everson minimizou a repercussão e atribuiu parte da punição à reputação do defensor, além de ressaltar que o árbitro estava distante do lance. A intervenção de Renan Lodi no vestiário, segundo o goleiro, faz parte da cobrança interna e não abalou a performance coletiva.
No vestiário e na leitura pública, a mensagem é clara: o triunfo dá pontos de apoio para buscar classificação na Sul-Americana, avançar na Copa do Brasil e recuperar posição no Brasileiro. A tarefa agora é transformar a resposta imediata em sequência — e em resultados que quietem as preocupações fora de campo.