A fila de pedidos de aposentadoria, pensão e auxílios do INSS caiu para 2,6 milhões em abril, segundo dados apresentados pelo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, no Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). O número representa queda em relação ao pico de 3,1 milhões registrado em fevereiro e à marca de 2,8 milhões em março.
A redução ocorre em meio a uma série de medidas administrativas e à troca no comando do instituto: o então presidente Gilberto Waller Júnior foi exonerado e a servidora de carreira Ana Cristina Silveira assumiu a presidência. O ministério trata os novos números como sinal de que as ações começam a surtir efeito.
Entre as iniciativas está instrução normativa que limita reapresentações para o mesmo tipo de benefício enquanto houver prazo para recurso —após resposta inicial o recurso pode ser solicitado em até 30 dias— e a identificação de que pedidos duplicados chegam a representar mais de 40% das reapresentações em curto prazo.
Também foi lançado o programa Acelera INSS, com prazo de 90 dias, que prevê mutirões, reforço de pessoal e reorganização operacional para reduzir processos em análise há mais de 45 dias. A presidente interina citou ações de fluxo e readequação como responsáveis pela aceleração do atendimento.
Politicamente, a redução alivia uma pressão sobre o governo —acabar com a fila era compromisso de campanha— mas a demissão ocorrida em meio à queda aponta para um custo político prévio. A continuidade das medidas e a manutenção da queda nas próximas semanas serão decisivas para transformar a melhora em resultado sustentável.