A campanha ao cargo de deputado federal pelo Distrito Federal do candidato Emílio Kerber (Novo) ganhou uma versão em pixels. Sem necessidade de instalação, 'Flappy Emílio — Rumo ao Congresso' é um game jogável no navegador que coloca o jogador no papel do candidato, desvia de cones, coleta santinhos e power-ups e enfrenta um adversário final batizado como 'Careca do Mal'.
O título traz três níveis de desafio: modo fácil com vidas ilimitadas, normal com três vidas e difícil com apenas uma chance. O formato remete à mecânica do clássico Flappy Bird e visa ampliar a presença digital da campanha, dialogando especialmente com eleitores mais jovens e usuários de redes que consomem conteúdo interativo.
A iniciativa inseriu Kerber em uma tendência que já marca o início das eleições de 2026: campanhas que se valem de jogos eletrônicos. Nesta semana, o presidenciável Romeu Zema (Novo) lançou outro game, 'Corrida Chega de Intocáveis', com graficamente inspirado em Mario Kart e personagens que incluem figuras públicas como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Do ponto de vista político, a gamificação é uma ferramenta de engajamento que pode ampliar alcance e compartilhar mensagens de campanha de forma criativa. Por outro lado, a opção também corre o risco de simplificar temas complexos e transformar debates institucionais em caricatura — um custo potencial quando a comunicação pública exige substância. A aposta digital, portanto, sinaliza inovação de mídia, mas deixa em aberto se gerará ganho eleitoral concreto ou críticas por trivialização.