A Folha tornou pública a relação dos 100 especialistas convidados a indicar até dez obras para formar a lista dos melhores livros brasileiros de não ficção publicados no século 21. Cada jurado pôde assinalar até dez títulos e ficou vedado votar em obras de própria autoria. O resultado final reúne as obras mais lembradas, com comentários selecionados dos votantes; a redação também informou que não divulgará as listas completas enviadas por cada participante.
O corpo de jurados combina nomes consagrados e pesquisadores de gerações mais novas. Entre os votantes aparecem ex-ministros como Luís Roberto Barroso, Nísia Trindade e Renato Janine Ribeiro; intelectuais e historiadores como Laura de Mello e Souza, Muniz Sodré e Mary Del Priore; imortais da Academia Brasileira de Letras como Joaquim Falcão, Eduardo Giannetti e Celso Lafer; além de repórteres, colunistas e cientistas sociais com trânsito em centros de pesquisa.
Há também representatividade de novas gerações e de diferentes campos do conhecimento: antropologia, ciência política, psicanálise, história e jornalismo estão presentes na lista de nomes, incluindo pesquisadores vinculados a instituições como Cebrap e Fapesp. A composição do júri oferece, portanto, um retrato do ecossistema intelectual que influencia hoje a avaliação crítica da não ficção no país.
Além do levantamento dos votantes, a Folha destaca que assinantes podem liberar até sete acessos por dia para não assinantes, facilitando a consulta ao ranking e aos comentários. A seleção tem caráter de retrato: serve para orientar leitores e mapear consensos e preferências, mas não pretende estabelecer um cânone definitivo da produção não ficcional brasileira deste século.