A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira confirma um cenário de empate técnico na disputa pelo Governo do Rio Grande do Sul. No primeiro turno, Juliana Brizola (PDT) aparece com 24% das intenções e Luciano Zucco (PL) com 22%; seguem Gabriel Souza (MDB) com 6% e Marcelo Maranata (PSDB) com 3%. Em um confronto direto entre os dois primeiros, a ex-deputada registra 35% contra 31% do parlamentar — margem que, pela margem de erro de cerca de três pontos para mais ou para menos, mantém o empate técnico. O levantamento ouviu 1.104 eleitores entre 24 e 28 de julho e foi registrado no TSE sob o número RS-04790/2026, com nível de confiança de 95%.

O resultado confirma uma estabilidade relativa no topo da corrida, mas revela desafios distintos para cada campanha. Brizola sustenta a liderança nominal, enquanto Zucco encurta distâncias e melhora a competitividade no segundo turno — desempenho que, na comparação com a pesquisa de abril, indica uma ligeira recuperação do candidato do PL na projeção final. Esse equilíbrio aponta para uma eleição que tende a se decidir por detalhes: articulações de última hora, desempenho em debates, reação a ataques e capacidade de ampliar base além do eleitorado cativo serão decisivos. Para o PDT, o desafio é reduzir a margem de rejeição; para o PL, ampliar conectividade com eleitorados de centro e com eleitores indecisos.

A pesquisa também destaca limites claros de cada candidatura: Juliana Brizola tem a maior taxa de rejeição entre os nomes testados, com 33% dos entrevistados afirmando que não votariam nela, contra 20% que rejeitam Zucco. Rejeição elevada funciona como teto eleitoral e obriga estratégias ofensivas e defensivas simultâneas, seja para neutralizar ataques seja para ampliar aceitação em setores-chave. No tabuleiro do Senado, a disputa aparece fragmentada: Manuela D'Ávila lidera com 12%, seguida por Germano Rigotto e Paulo Pimenta com 9% cada; Marcel van Hattem e Ubiratan Sanderson também pontuam, o que reforça a dispersão e a importância de coligações pontuais.

Além da corrida estadual, o levantamento traz sinais sobre o ambiente político gaúcho: a avaliação do governo Eduardo Leite mostra 31% de avaliação positiva, 41% consideram sua gestão regular e 25% negativa — números que apontam estabilidade, mas também margem para críticas e disputa por narrativa. No cenário presidencial no RS, Flávio Bolsonaro tem 32% contra 30% de Lula no primeiro turno, e 40% a 35% em eventual segundo turno, resultado que espelha a polarização regional e pode ter reflexos nas chapas ao governo e ao Senado. Em síntese, a pesquisa é um retrato do momento: confirma uma corrida aberta, com espaço para oscilações e pressão sobre candidaturas que não conseguirem reduzir rejeição ou formar alianças estratégicas antes do segundo turno.