A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) revela um cenário competitivo para o governo do Rio Grande do Sul: Juliana Brizola (PDT) aparece com 24% das intenções de voto no primeiro turno, contra 21% de Luciano Zucco (PL), uma diferença que cabe na margem de erro de três pontos para mais ou para menos. Outros nomes pontuam abaixo: Gabriel Souza (MDB) registra 6%, Marcelo Maranata (PSDB) 2% e Rejane Oliveira (PSTU) 1%. Brancos e nulos somam 12% e 34% se declaram indecisos. A pesquisa ouviu 1.104 eleitores entre 24 e 28 de abril e foi registrada na Justiça Eleitoral (RS-03000/2026).

O levantamento também simula cenários de segundo turno e mostra vantagem de Brizola sobre Zucco por 35% a 27%. Em confronto entre Zucco e Gabriel Souza, o deputado federal alcança 28% contra 20% do emedebista; já Brizola venceria Gabriel por 35% a 17%. Esses resultados transmitem duas mensagens claras: a disputa está viva — devido ao elevado contingente de indecisos — e o apoio de lideranças nacionais tem papel relevante na formação de votos, como evidenciam as coligações costuradas em torno das candidaturas.

O contexto político recente ajuda a explicar oscilações. Esta é a primeira pesquisa Genial/Quaest após a desistência de Edegar Pretto (PT) à candidatura ao governo, decidiu integrar a chapa de Juliana Brizola como vice por orientação da direção nacional do PT. Zucco, por sua vez, oficializou aliança à direita e recebeu o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do PP, maior partido do estado, que indicou Silvana Covatti como vice. Gabriel se alinhou ao governador Eduardo Leite e ao PSD, com Ernani Polo como vice, após saída do PP. Essas movimentações mostram que a disputa no RS transborda o plano local e segue ligada às estratégias nacionais.

Do ponto de vista eleitoral e institucional, os números acendem alertas para ambos os lados. Para Zucco, o desafio é transformar apoio de aparelhos partidários e do ex-presidente em votos suficientes para reverter a vantagem de Brizola no segundo turno; para Brizola e o campo que a apoia, a prioridade é converter o universo de indecisos e reduzir o percentual de brancos e nulos. A pesquisa também trouxe sinais sobre o Senado: Manuela D'Ávila (PSOL) aparece com 14%, Germano Rigotto (MDB) 12%, e Paulo Pimenta (PT) e Marcel Van Hattem (Novo) com 9% cada — 18% declaram voto branco ou nulo e 28% permanecem indecisos. Além disso, a avaliação do governo de Eduardo Leite marca 34% de aprovação, 39% regular e 24% negativa, um quadro que influencia a janela de oportunidades para candidatos associados ao atual governo estadual.