O levantamento Genial/Quaest revela uma paisagem eleitoral fragmentada: o senador Flávio Bolsonaro aparece à frente em São Paulo, com 47% ante 35% de Lula, enquanto o presidente mantém vantagem folgada nos estados do Nordeste. Minas Gerais surge como zona de incerteza: numericamente Lula tem 39% e Flávio 36%, mas a diferença está dentro da margem de erro e configura empate técnico.
Os números expõem força regional do clã Bolsonaro no Sul e em estados do Centro-Oeste — Flávio lidera também no Rio Grande do Sul (+26), Paraná (+20), Goiás (+13) e no Rio de Janeiro (+13) — e mostram que o entendimento de uma liderança nacional consolidada pelo PT encontra limites territoriais. No Nordeste, Lula mantém vantagem expressiva na Bahia (+33), Pernambuco (+34) e Ceará (+28); no Pará a frente é de 7 pontos.
No primeiro turno, os estados reforçam a polarização: Flávio alcança 38% no Paraná; Lula registra 53% em Pernambuco, 50% no Ceará e 49% na Bahia. Candidatos regionais aparecem com peso: Ronaldo Caiado soma 31% em Goiás e Romeu Zema alcança 11% em Minas. Em simulações de segundo turno, há empates e variações por estado, o que indica fragilidade de cenários definitivos e abre espaço para estratégia local de campanha.
A pesquisa entrevistou 11.646 eleitores dos 10 maiores estados (cerca de 75% do eleitorado), com margem de erro de 3 pontos em geral e 2 pontos em São Paulo; nível de confiança de 95% (registro BR-09285/202). Para o governo, as avaliações seguem heterogêneas: desempenho mais positivo no Nordeste e maior rejeição ou equilíbrio em estados do Sudeste e Centro-Oeste, um sinal político de que a disputa de 2026 será marcada por batalhas regionais decisivas para a composição do quadro nacional.