A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira confirma liderança de João Campos (PSB) na corrida ao Governo de Pernambuco. No cenário estimulado de segundo turno, Campos aparece com 46% das intenções de voto contra 38% de Raquel Lyra (PSD). No primeiro turno, o levantamento aponta 42% para Campos e 34% para Lyra; Eduardo Moura (Novo) tem 3% e Ivan Moraes (PSOL) 1%. Brancos, nulos e eleitores que não votariam somam 9%, e os indecisos chegam a 11%. O levantamento, registrado no TSE sob PE-08904/2026, foi realizado presencialmente entre 22 e 26 de abril com 900 entrevistas; margem de erro máxima de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O resultado reforça uma vantagem clara para Campos, mas não garante fechamento antecipado da disputa. A existência de 20% do eleitorado que está em branco, nulo ou indeciso mantém espaço para mudanças, sobretudo em uma disputa estadual marcada por articulações locais. Campos deixou a Prefeitura do Recife para concentrar a campanha e vem costurando apoios inclusive entre partidos aliados ao governo federal, enquanto Raquel tenta ampliar sua base com nomes como Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadelha (PSD). A configuração de palanques para o presidente Lula no estado — com interlocuções distintas — acrescenta complexidade às estratégias de ambos os lados.
Os números de avaliação do governo estadual mostram movimento favorável a Raquel Lyra, mas também deixam pontos vulneráveis. Segundo a Quaest, 36% dos entrevistados consideram a gestão positiva, 43% regular e 18% negativa. Em agosto de 2025, a avaliação positiva era de 32% e a negativa, de 28%. A melhora na avaliação positiva reduz o desgaste imediato, mas a predominância da avaliação 'regular' indica que a governadora ainda precisa converter apreço moderado em apoio firme nas urnas — especialmente diante da vantagem atual de Campos no segundo turno.
No pleito para o Senado, a pesquisa revela liderança de Marília Arraes (PDT) com índices entre 18% e 21% nos cenários testados; Humberto Costa (PT) vem atrás, com 12% a 13%, e Miguel Coelho marca 10% em alguns cenários. A disputa senatorial segue fragmentada e poderá influenciar a dinâmica das alianças para o governo. Em resumo, o levantamento consolida João Campos como favorito hoje, mas mostra um jogo ainda aberto: Raquel Lyra apresenta recuperação de imagem, há espaço para mobilização de eleitores 'regulares' e indecisos, e a configuração de palanques e de candidaturas ao Senado pode alterar o equilíbrio até o segundo turno.