A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta confirma uma mudança no cenário entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL): em simulação de segundo turno o presidente aparece com 44% contra 38% do senador. O levantamento, o primeiro do instituto após o episódio do filme Dark Horse, ouviu 2.004 eleitores entre 5 e 8 de junho; a margem de erro é de cerca de 2 pontos.
Em maio, as mesmas simulações mostravam um empate técnico, com Lula em 42% e Flávio em 41%. Agora, a vantagem de seis pontos coloca Flávio em posição mais desconfortável: brancos, nulos e quem diz que não votará somam 14% e indecisos estão em 4%, volume que ainda pode alterar dinâmicas pontuais, mas que exige reação rápida do PL caso a tendência se mantenha.
No primeiro turno testado pela Quaest, Lula lidera com 39% e Flávio tem 29%; os demais nomes não chegam a dois dígitos: Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 3%; Aécio Neves e Romeu Zema, 2%; Augusto Cury, Joaquim Barbosa e outros marcam 1% ou menos. A pesquisa também mediu percepção sobre as conversas entre Flávio e Daniel Vorcaro: 60% disseram que as informações levantam suspeitas de atos ilegais, contra 19% que avaliaram a troca como normal.
Os índices de rejeição seguem altos para os dois polos: 53% afirmam que não votariam em Lula e 56% dizem o mesmo sobre Flávio. A avaliação do governo permanece estável, com 38% considerando o mandato ruim ou péssimo e 34% avaliando-o como bom ou ótimo. Para a campanha do PL, o levantamento acende alerta: além do desgaste reputacional gerado pelo caso Dark Horse, os números expõem dificuldade de ampliação do eleitorado além da base, o que pode complicar a estratégia rumo a 2026.