O Irã segurou a Bélgica em 0 a 0 num resultado que o técnico Amir Ghalenoei qualificou como um marco para a seleção. A leitura do treinador foi de que o desempenho ganha dimensão diante dos meses recentes, com conflito e paralisação do futebol local, e das condições adversas de preparação que a equipe enfrentou antes da estreia.

Ghalenoei ressaltou a entrega dos jogadores e destacou a atuação do goleiro Alireza Beiranvand como fator determinante para evitar o gol belga. A equipe iraniana, segundo o treinador, lidou com uma pressão constante contra um adversário considerado entre os melhores do torneio e conseguiu preservar o empate.

O comandante também voltou a criticar a logística da viagem: horários apertados, longas conexões e dificuldades com vistos, que reduziram o tempo de recuperação entre partidas. Por isso pediu mais tempo para trabalhar o grupo antes do confronto com o Egito, em Seattle, e defendeu que o desempenho foi fruto de esforço físico e emocional do elenco.

Do lado da Bélgica, o técnico Rudi Garcia manteve tom pragmático: após o segundo empate, frisou que a seleção precisa vencer a Nova Zelândia para avançar no Grupo G. Garcia atribuiu o 0 a 0, em boa parte, à falta de eficiência ofensiva e à intervenção decisiva do goleiro iraniano, mas afirmou confiança na classificação.