O governo anunciou nesta terça-feira a ampliação do preço de referência do programa Gás do Povo, medida que terá impacto estimado em R$ 300 milhões. A decisão, apresentada pelos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Bruno Moretti (Planejamento) e o substituto da Fazenda Rogério Ceron, inclui ainda a abertura de novo prazo para adesão ao benefício.

Além do ajuste no GLP, o Executivo publicou que irá regulamentar as subvenções ao diesel, exigindo que distribuidoras participantes informem com transparência sua margem bruta. A exigência visa impedir que o desconto permaneça na cadeia e não chegue ao consumidor final, uma reação direta às pressões de preços provocadas pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

A medida é mais um capítulo de um pacote de apoio a combustíveis cujo custo total já ultrapassa os R$ 30 bilhões, incluídos desonerações de PIS/Cofins, subvenções por litro de diesel e complementos sobre o preço do gás importado. O governo tem sinalizado que parte desse custo será compensada por maior arrecadação com exportação de petróleo, numa base que depende da persistência do atual cenário internacional.

O anúncio alinha resposta social imediata com preocupação fiscal e política: amplifica o custo para os cofres e exige que o Executivo monitore o repasse e a eficácia do programa. A medida reduz o impacto direto sobre famílias, mas deixa em aberto o risco de pressão sobre contas públicas caso os preços internacionais permaneçam elevados.