A greve anunciada por pilotos e comissários da Lufthansa foi mantida até pelo menos quinta-feira (16), provocando o cancelamento de voos de/para o Brasil e perturbando operações no principal hub alemão. Entre as rotas afetadas estão o LH 500 a partir de Frankfurt para o Rio de Janeiro e o LH 506 com destino a São Paulo, além de anulações programadas de trechos como o LH 50 e o LH 507.
Os aeroportos reportaram impacto amplo: mais de 1.100 voos cancelados em Frankfurt e ao menos 710 em Munique entre segunda e terça-feira, segundo agências. A subsidiária low-cost Eurowings também foi afetada, ainda que a previsão fosse de retorno à normalidade na terça. A Lufthansa orientou passageiros a usar canais digitais diante do grande volume de chamadas e prometeu remarcações gratuitas, reembolsos e até conversão de bilhetes em viagens de trem pela Deutsche Bahn quando não houver alternativas.
O sindicato dos pilotos VC informou que a paralisação levou a um índice de cancelamentos maior do que o registrado na rodada de março — 84% contra 80% — e atribuiu a mobilização a reivindicações por melhores pensões e remuneração. Os comissários de bordo também ampliaram a paralisação para quarta e quinta-feira, elevando o número de viajantes afetados e a pressão sobre a malha internacional do grupo.
A Associação Alemã de Aeroportos criticou o impacto econômico imediato: milhares de voos cancelados significam perdas de milhões de euros para operadores, prestadores de serviço e trabalhadores. Do lado da empresa, o diretor de recursos humanos alertou que cada dia de greve enfraquece a companhia. A interrupção expõe custos operacionais e reputacionais, e deixa passageiros e parceiros em busca de soluções emergenciais diante de uma recuperação que pode demandar dias.