O nome de Givanildo Vieira de Souza — Hulk — ficou marcado na história recente do Atlético-MG desde o anúncio oficial em 29 de janeiro de 2021. Em pouco tempo o camisa 7 virou referência dentro e fora de campo, com gols, artilharia e um vínculo de idolatria que ganhou contornos públicos até o desfecho da passagem do jogador, selada com o acerto com o Fluminense.

As homenagens partiram das arquibancadas e ganharam espaço na cidade. Em 2024, ao alcançar a marca de 100 gols com a camisa do Galo, um grupo de torcedores promoveu a rebatização simbólica da Rua Paraíba, numa referência ao estado natal do jogador. A iniciativa foi apresentada como um tributo de amigos e frequentadores do estádio que acompanharam a trajetória do atacante.

Gestos mais íntimos também se destacaram. Torcedoras e torcedores eternizaram a admiração em tatuagens: uma fã pediu que o atacante assinasse o braço antes de uma partida pelo Campeonato Mineiro e registrou o autógrafo como desenho permanente. Nas arquibancadas, o grito coletivo por 'Hulk' acompanhou gols, cobranças de falta e pênaltis durante toda a passagem do jogador.

Em 2025, a torcida popularizou uma canção inspirada em versão ligada a Jorge Ben Jor — ideia que remonta a uma composição de Vitória Rabello — e passou a entoá-la quando Hulk voltou a marcar após um jejum de 15 jogos, num gol que ajudou a classificar o time para a final da Sul-Americana. A música reforçou o laço afetivo entre atleta e torcida.

O clube também formalizou homenagens: em novembro de 2025, ao completar 500 gols na carreira, Hulk foi presenteado com um vídeo institucional que reuniu treinadores, ex-companheiros e familiares, além de receber placa e camisa comemorativa. No jogo seguinte, a torcida exibiu um grande bandeirão em celebração. Juntas, iniciativas populares e oficiais desenham a dimensão da marca deixada pelo atacante em Belo Horizonte.