Emocionado, Hulk publicou um vídeo de despedida que encerra um ciclo no Atlético-MG que misturou momentos de brilho em campo e episódios de tensão fora dele. A trajetória do camisa 7 tem memória de conquistas — incluindo títulos nacionais —, mas também de conflitos que repetidamente apareceram na rotina do clube e do vestiário.
A primeira fissura pública ocorreu já em 2021, quando Hulk, então reserva, cobrou mais sequência de partidas ao técnico Cuca. A questão sobre ritmo de jogo e confiança ganhou repercussão e gerou resposta do treinador, mas acabou com desfecho vitorioso no campo: jogador e comissão técnica superaram o atrito e celebraram um ano de títulos. A cena, porém, deixou claro o custo de gerir estrelas e a necessidade de equilíbrio entre expectativas individuais e projeto coletivo.
Ao longo das temporadas, o atacante esteve em alguns embates com a arbitragem, com destaque para episódios envolvendo o árbitro Anderson Daronco e reações públicas após derrotas ou expulsões. Em uma ocasião, Hulk ameaçou até se afastar do Brasil em razão do desgaste emocional com decisões de campo, e mais tarde admitiu que falou em calor de momento. São episódios que alimentaram desgastes e debates sobre comportamento em campo e relações institucionais com a arbitragem.
Dentro do clube, também houve atritos internos: em 2024, uma discussão em campo com o zagueiro Rodrigo Battaglia virou imagem emblemática de desentendimento entre atletas; Battaglia deixou o clube no início de 2025. O material-base cita ainda um confronto mais recente com a diretoria, sem detalhar todos os contornos. Independentemente das causas, a saída de Hulk — agora formalizada pelo vídeo — abre interrogações sobre gestão de relação com atletas de alto perfil, disciplina no elenco e custos políticos para uma diretoria que terá de explicar ao torcedor como equilibrar resultados, imagem e ambiente profissional.