Irã e Estados Unidos trocaram acusações neste domingo sobre violações do cessar‑fogo, enquanto o tráfego marítimo no estreito de Hormuz permanece paralisado. Teerã reafirmou controle da via, e dados de navegação apontaram que nenhum navio entrou ou saiu do golfo após a meia‑noite. A interrupção ocorre depois de relatos de ataques a pelo menos duas embarcações.
Washington afirmou que representantes dos dois países vão se reunir no Paquistão na segunda‑feira para tentar estancar a crise antes do término do acordo, previsto para quarta. O presidente americano criticou o comportamento iraniano e voltou a ameaçar sanções e ataques à infraestrutura — posicionamento que aumenta a tensão diplomática e militar na região.
Líderes iranianos reagiram aos ultimatos americanos, com figuras do regime argumentando que pressão externa não os dobraria. No tabuleiro regional, Israel alertou para possibilidade de ampla resposta no Líbano se suas tropas forem ameaçadas, e a Espanha pediu à União Europeia revisão de acordos com Tel Aviv. O efeito imediato já se reflete no mercado de petróleo, com preços em alta e embarcações desviando rotas.
O impasse no estreito acende alerta global e amplia desgaste político, sobretudo para a administração americana, que enfrenta pressões internas por inflação e custo da energia às vésperas de eleições. A rodada de Islamabad surge como teste da diplomacia: se falhar, a escalada militar e o impacto econômico podem forçar mudança de estratégia e elevar o preço político das decisões tomadas até aqui.