Relatos colhidos por agências de notícias indicam que a Guarda Revolucionária iraniana voltou a abordar e disparar contra embarcações que transitavam pelo estreito de Hormuz. Autoridades marítimas e empresas de segurança registraram ao menos dois incidentes: uma abordagem seguida de tiros sem relatos de feridos e um projétil que atingiu carga em um navio próximo a Omã. A agência de monitoramento de tráfego confirma movimento de petroleiros e navios de gás na região, enquanto autoridades iranianas comunicaram via rádio restrições à passagem.
Os episódios ocorrem poucas horas após declarações americanas sobre reabertura limitada da via e em meio a sinais contraditórios dos negociadores. Washington afirmou manter pressão sobre o Irã e testou a liberação de embarcações, mas também informou que tem havido conversas com Teerã. Relatos do Wall Street Journal, citados por fontes militares, apontam que forças americanas avaliam abordar e apreender petroleiros ligados ao Irã em águas internacionais — uma medida que, se confirmada, ampliaria o escopo operacional e o risco de confronto direto.
Do lado iraniano, a liderança reforçou prontidão militar e condicionou concessões ao reconhecimento de seus interesses nas negociações, enquanto parlamentares afirmaram avanços tímidos, mas ainda com grande distância entre as partes. A resposta de Nova Déli — que convocou o representante iraniano perante relatos envolvendo navios indianos — ilustra o efeito regional: países consumidores e de bandeira dos navios pressionam por explicações e proteção do tráfego comercial.
O retorno de interferências em Hormuz tem custos concretos: eleva prêmio de risco para transporte marítimo, pressiona seguros, pode impactar preços de energia e complica a narrativa oficial sobre contenção do conflito. Politicamente, a escalada força decisões difíceis para os EUA e seus aliados e reduz margem de manobra para negociações diplomáticas. Em suma, a reimposição de controles e os incidentes com tiros reabrem um ciclo de tensão que acende alerta para uma possível ampliação do conflito e um custo econômico direto para a cadeia de abastecimento global.