O Exército de Israel afirmou neste sábado que estabeleceu no sul do Líbano uma demarcação chamada de 'linha amarela' e atacou pessoas que, segundo os militares, se aproximaram de tropas israelenses em atitude que representava "ameaça imediata". É a primeira vez que o termo é usado no contexto do cessar‑fogo que entrou em vigor na última quinta‑feira.

A lógica reproduz um mecanismo já adotado por Tel Aviv em Gaza: demarcar uma zona de segurança além da linha do cessar‑fogo e autorizar ações contra movimentações consideradas hostis. Organizações locais acusam Israel de ampliar sua zona de controle, o que, se persistir, coloca em contradição compromissos previstos no acordo mediado pelo presidente americano Donald Trump.

O episódio soma‑se a outros incidentes: forças de paz da ONU foram atacadas no sul do Líbano — o primeiro‑ministro Nawaf Salam pediu investigação — e a Unifil informou que um soldado morreu e três ficaram feridos, atribuindo o ataque a um "ator não estatal". O Hezbollah negou responsabilidade; a situação política e de segurança segue com atribuições e culpas não totalmente esclarecidas.

Além disso, Israel confirmou que um soldado ferido na sexta‑feira morreu em decorrência de ferimentos possivelmente causados por um artefato instalado antes do cessar‑fogo. A manutenção e a expansão prática da 'linha amarela', junto a ataques contra suspeitos, aumentam o risco de escalada e complicam uma trégua que, até aqui, tem mostrado pouco avanço nas negociações diplomáticas.