João Fonseca, 19 anos, foi eliminado nas quartas de final do ATP 500 de Munique ao perder para o norte-americano Ben Shelton, 6º do mundo, por 3/6, 6/3 e 3/6. A partida no saibro alemão teve 1h49min de duração e evidenciou o salto de competitividade do jovem carioca, hoje 35º do ranking.
A campanha em Munique trouxe resultados relevantes: vitórias sobre Alejandro Tabilo (45º) e Arthur Rinderknech (26º) antes do confronto com Shelton. Ainda assim, a derrota expôs um ponto recorrente na trajetória do brasileiro nesta temporada: a dificuldade para converter jogos contra adversários do top 10 — esta foi a quarta derrota do ano diante de tenistas do grupo, após encontros com Sinner, Alcaraz e Zverev.
Fonseca reconheceu que as condições mais rápidas e o calor dificultaram a adaptação, além de pontos frágeis nos próprios games de saque. Em termos práticos, a eliminação não apaga a evolução técnica e competitiva, e o tenista deve ganhar posições no ranking na próxima atualização da ATP, apesar da sequência negativa contra os melhores do circuito.
Do ponto de vista esportivo, a leitura é dupla: há progresso — assegurado por resultados e pelo nível de jogo contra adversários de maior porte —, mas também há trabalho a fazer para transformar partidas parelhas em vitórias em fases decisivas. O calendário não dá trégua: Fonseca tem como próximo compromisso o Masters 1000 de Madri, torneio que servirá como última parada antes de Roland Garros.
No mesmo evento em Munique, a dupla brasileira formada pelos gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz avançou à semifinal de duplas e enfrenta neste sábado (18), a partir das 6h (horário de Brasília), os franceses Théo Ambagé e Albano Olivetti. A presença dos brasileiros nas fases finais reforça a boa safra nacional nas provas de duplas.