Fontes ouvidas pelo portal indicam que o JPMorgan Chase está em negociações avançadas para se juntar ao seleto Programa de Parceiros Olímpicos (TOP) do Comitê Olímpico Internacional antes dos Jogos de Los Angeles 2028. A eventual adesão do gigante bancário americano ocorre em meio a um movimento de renovação do quadro de patrocinadores após o término de contratos de nomes como Intel, Toyota e Panasonic após Paris 2024.

O TOP, criado em 1985 e considerado o nível mais prestigioso de patrocínio olímpico, tem sentido pressão: a receita total caiu para US$ 560 milhões no ano passado, o menor valor desde 2020. A presidente do COI, Kirsty Coventry, tem defendido a adaptação da marca olímpica à migração de público para plataformas digitais e prometeu diálogo com detentores de direitos de mídia — um pano de fundo relevante para atrair novos parceiros corporativos.

Para o COI, a entrada do JPMorgan representaria um reforço financeiro e simbólico, trazendo exposição proeminente no mercado doméstico dos Estados Unidos. Para o banco, seria mais uma aposta no esporte, após investimentos em torneios como o US Open, em seleções nacionais e no JPMorgan Corporate Challenge. O banco também ampliou seu marketing — os gastos subiram 11% no ano passado, a US$ 5,5 bilhões — e formou um conselho de atletas com nomes como Tom Brady, Megan Rapinoe e Dwyane Wade.

Apesar do potencial benefício mútuo, a negociação evidencia um dilema estrutural do movimento olímpico: conseguir grandes contratos não anula a necessidade de modernizar o modelo de receita e de mídia. A chegada do JPMorgan pode aliviar temporariamente a queda de recursos, mas não remove o desafio de manter a relevância e a sustentabilidade financeira do TOP num mercado publicitário e de streaming em transformação. COI e JPMorgan não comentaram o assunto.