A influenciadora e jornalista Julie Milk, que apoiou Flávio Bolsonaro, tem divulgado vídeos em que condena campanhas de políticos e influenciadores de direita que incentivam a demissão de trabalhadores por sua escolha de voto. Em mensagem à coluna de Mônica Bergamo, ela classificou a prática como intolerável e pediu ação das autoridades.
Julie citou o Ministério Público como resposta necessária e chamou a iniciativa de perseguição social: "Isso é fascismo puro. Muito horrível". Ela também disse: "Acho que nesse caso, o MP [Ministério Público] tem que entrar sério para cima dessas pessoas. Isso é inadmissível, é desumano. Um bando de gente rica caçando uma turma que trabalha, que vive do salário. Estou muito decepcionada de ver amigas minhas fazendo essa caça às bruxas".
Isso é fascismo puro. Muito horrível
Parte dos casos passou a tramitar no Ministério Público do Trabalho: o órgão registrou 3.290 denúncias de assédio eleitoral neste pleito, sendo 1.143 ocorrências entre 23h59 do domingo do segundo turno e 15h40 de quarta-feira (28). No Brasil, demitir alguém por preferência política configura discriminação segundo a lei 9.029/1995 e pode resultar em ações na Justiça do Trabalho.
Em outros vídeos, Julie criticou quem pede publicamente demissões e resumiu o argumento em termos humanitários: "Estamos falando de pessoas que têm famílias, contas a pagar e dignidade. Transformar divergência política em sentença de desemprego não é defender princípios, é praticar intolerância." Ela também afirmou: "Já vi mais de 10 vídeos de pedidos de desculpa..." e se posicionou contra o que chamou de postura de parte da direita: "Tem uma turma da direita que não pensa, que não pensa. Eu, graças a Deus, faço parte da direita intelectual, me põe pra fora desse balaio de vocês".