A Kalunga foi apontada pela 11ª vez como a melhor papelaria na cidade de São Paulo em levantamento do Datafolha realizado entre 5 e 13 de fevereiro com 1.008 entrevistados das classes A e B. A rede recebeu 41% das menções espontâneas na amostra geral e 53% entre quem tem renda familiar acima de 10 salários mínimos; a margem de erro é de três pontos percentuais.
O resultado consagra a combinação de uma marca criada em 1972 com sucessivas adaptações: entrada nos anos 1990 no segmento de informática e no varejo online; renovação do layout das lojas em 2010; e avanço acelerado do modelo phygital durante a pandemia, com entregas expressas e parcerias com apps de logística. Esse movimento ajudou a transformar a Kalunga em varejista de soluções, não apenas em fornecedora de papel.
Ainda assim, o setor não está imune a mudanças estruturais. Relatório da Fortune Business Insights de 2025 projeta crescimento global superior a 5% ao ano, mas o consumo de papel segue em declínio em vários usos tradicionais. A aposta em nichos — da chamada 'papelaria fofa' a linhas gamer e equipamentos corporativos de alto valor, como impressoras de grande porte — aparece como resposta para manter relevância.
Para concorrentes e investidores, a vitória repetida confirma força de marca e fidelidade em segmentos de maior poder aquisitivo, mas também expõe a necessidade contínua de inovação logística e sortimento. O prêmio funciona como retrato do momento: reconhecimento do desempenho atual, mas não garantia de imunidade num varejo em rápida transformação.