Abril traz uma nova rodada de leilões imobiliários com mais de 860 lotes disponíveis e descontos anunciados de até 84%. As ofertas cobrem casas, apartamentos, terrenos e áreas rurais, com preços que vão de R$ 2.961 para um terreno em Adamantina (SP) até R$ 40,3 milhões por uma área rural em São Félix do Araguaia (MT). Há também ativos com lances iniciais próximos de R$ 20 mil e portfólios que atingem dezenas de milhões, conforme listagens das plataformas do setor.

A comercialização ocorre majoritariamente online e oferece opções de pagamento à vista —em alguns casos com abatimento adicional—, além de parcelamento e financiamentos mais longos. Entre as iniciativas, a Zuk concentra centenas de imóveis e lançou uma agregadora com mais de 27 mil lotes de diferentes leiloeiros, enquanto leilões em parceria do Itaú e da Biasi reúnem mais de 140 ativos distribuídos por vários estados.

Especialistas alertam que o preço de arrematação é apenas parte do custo. Tributos como ITBI, despesas de regularização, eventuais custos de desocupação e reformas, além do tempo até a revenda, podem eliminar a vantagem inicial. Profissionais do mercado também apontam que muitos desses ativos atraem primeiro investidores institucionais e pessoas experientes, o que eleva a concorrência e reduz a janela de oportunidade para iniciantes.

O crescimento desse segmento, impulsionado por plataformas digitais e maior participação de bancos, amplia o leque de oportunidades, mas exige carteira e estratégia adequadas. Para quem considera entrar, a recomendação é buscar apoio jurídico e técnico antes de dar lances e avaliar a imobilização de capital —um movimento apontado como apropriado para quem já tem reserva financeira consolidada, e não como base de um portfólio. Sem essa precaução, a suposta pechincha pode se transformar em custo.