O atacante Estêvão, do Chelsea, sofreu uma lesão muscular classificada como grau quatro, o mais grave da escala, durante a partida contra o Manchester United no sábado, 18. A avaliação, divulgada pelo site The Athletic, acende o risco de perda da vaga na Copa do Mundo, em junho, e deixa clube e seleção diante de um cenário de incerteza médico-desportiva.

Lesão grau quatro significa rompimento total da fibra muscular e, em casos mais severos, pode haver também comprometimento do tendão que liga o músculo ao osso — hipótese que elevaria a necessidade de intervenção cirúrgica. Especialistas consultados pela reportagem explicam que a recuperação completa costuma variar de três a seis meses, dependendo do tratamento e da presença ou não de cirurgia.

Entre as causas apontadas pelos médicos estão sobrecarga de treino e calendário intenso, descanso inadequado, desequilíbrio de força entre membros e trauma de alta energia — quando o músculo é atingido em contração. O ortopedista José Luís Zabeu detalha a diferença entre a parte contrátil do músculo e o tendão; Warlindo Neto lembra que atletas buscam diferenças de força inferiores a 5% para reduzir risco de ruptura.

Além do impacto esportivo imediato — perda de tempo de jogo e pressão por decisões clínicas rápidas — a lesão levanta questões sobre gestão de carga e protocolos de prevenção no nível de clubes e seleção. O caminho para Estêvão será definido por exames complementares e avaliação sobre necessidade de cirurgia; até lá, o desfecho abre espaço para ajustes nas convocações e no planejamento do Chelsea.