O Atlético-MG saiu do Mineirão com a vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, mas a noite que começou como sonho teve um momento de tensão: aos 33 minutos do segundo tempo Lyanco recebeu o segundo cartão amarelo por uma entrada dura e foi expulso. Naquele instante o Galo vencia por 3 a 0 e já enfrentava um adversário com dois jogadores a menos.
A expulsão gerou imediata reação interna. Renan Lodi, companheiro de zaga, não escondeu a irritação e foi cobrar Lyanco em campo — os dois trocaram palavras visivelmente. A atitude do lateral, que afirmou que falaria novamente com o colega após o jogo, sinaliza que a equipe vê na cobrança mútua uma forma de manter controle emocional em clássicos tensos.
O lance teve efeito prático: o Cruzeiro diminuiu logo em seguida e voltou a ganhar espaço no jogo, tornando a reta final mais perigosa do que o placar indicava. Antes do cartão, Lyanco também havia provocado a torcida adversária, comportamento que contribuiu para elevar a temperatura do confronto no Mineirão.
No fim, a vitória ficou com o Atlético, mas a expulsão funciona como alerta sobre disciplina e gestão de vantagem em jogos de alto risco. A cobrança pública de Lodi expõe uma preocupação interna com atitude e concentração: o resultado preservou os três pontos, mas o episódio aumentou a cobrança sobre o elenco e mostra que, mesmo com domínio, o time pode se complicar por excessos individuais.