Uma pesquisa Datafolha feita entre 7 e 9 de abril mostra que 53% dos brasileiros querem ver o nome de Neymar entre os 26 convocados para a Copa do Mundo. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Em junho do ano passado o apoio era de 48% enquanto os contrários somavam 41%; a oscilação indica recuperação da simpatia do público, mas não resolve dúvidas técnicas.
O histórico recente do atacante concentra a controvérsia. Após a transferência ao Al Hilal, Neymar disputou apenas sete partidas pelo clube saudita — com um gol e duas assistências — e acumula problemas físicos que voltaram a limitar atuações. Em 2025 e 2026, no retorno ao Santos, foram 36 jogos com 15 gols e sete assistências, mas a irregularidade e as repetidas lesões musculares e ligamentares prejudicaram sua capacidade de ter sequência.
Do lado técnico, Carlo Ancelotti tem mantido postura cautelosa: não fechou a porta, mas condiciona a escolha à plena condição física dos jogadores. O treinador chegou a acompanhar partidas no interior e foi a Mirassol ver o Santos, mas Neymar não jogou por um desconforto muscular. Além disso, a seleção conta com abundância de opções ofensivas — de Vinícius Júnior a Raphinha, Endrick e outros — e a saída de Rodrygo por lesão amplia essa lista de alternativas.
O levantamento deixa um recado claro: há apoio popular que pode aumentar a pressão sobre a comissão técnica, mas os números não transformam desejo em garantia. A decisão final dependerá da avaliação médica, do rendimento em campo e do cálculo técnico de Ancelotti. Em outras palavras, a pesquisa é um retrato do sentimento nacional, não uma previsão da lista que será divulgada em 18 de maio.