MC Ryan SP foi detido nesta quarta-feira em uma operação da Polícia Federal vinculada a uma investigação sobre lavagem de dinheiro e movimentações financeiras que, segundo apuração, chegariam a R$ 1,63 bilhão. O caso tramita sob sigilo e a PF é a responsável pelas diligências; o artista nega envolvimento e a defesa afirma não ter acesso ao procedimento.
Nos últimos anos, o cantor esteve no centro de diversos episódios que extrapolaram o circuito musical e afetaram sua imagem. Em abril de 2024, imagens de uma agressão contra a ex-namorada Giovanna Roque, em que ele aparece desferindo um chute, geraram forte repercussão. À época, Ryan admitiu o erro; a relação, marcada por idas e vindas, terminou meses depois.
Além da violência doméstica, constam na trajetória recentes eventos que atraíram atenção policial e pública: manobras com um carro de luxo no gramado do estádio em Piracicaba que motivaram condução à delegacia; abordagem policial no centro de São Paulo; e entrada disfarçada em uma escola pública que provocou tumulto. O artista também teve visto de trabalho negado para os EUA e desistiu de turnê internacional.
A defesa do cantor, pelo advogado Felipe Cassimiro Melo de Oliveira, afirma que não foi acessada ao processo sigiloso e sustenta que todas as movimentações em suas contas têm origem comprovada e recolhimento tributário. Ainda assim, a sucessão de episódios públicos — policiais e extrajudiciais — amplia o desgaste reputacional e cria um ambiente de pressão que pode repercutir na carreira e na resposta institucional às investigações.