A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira mostra o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança da corrida ao governo de Minas Gerais em todos os cenários testados para o primeiro turno. No principal levantamento, Cleitinho soma 30% das intenções, seguido por Alexandre Kalil (PDT) com 14% e Rodrigo Pacheco (PSB) com 8%. O governador Mateus Simões (PSD) e o influenciador Ben Mendes (Missão) aparecem com 4% cada; Maria da Consolação (Psol) tem 3%; Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB) marcam 2% cada. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 20%, enquanto os indecisos chegam a 13%. A sondagem ouviu 1.482 pessoas entre 22 e 26 de abril de 2026; margem de erro de três pontos percentuais; registro TSE MG-08646/2026.

Nos cenários alternativos, Cleitinho amplia a vantagem: sem Kalil, alcança 35% (Pacheco 11%); sem Pacheco, vai a 37% (Kalil 16%). Curiosamente, sem Cleitinho o quadro se transforma: Kalil lidera com 18% e Pacheco tem 12%, enquanto votos brancos e nulos sobem para 32%. O dado indica que parte significativa do eleitorado responde ao candidato especificamente, e não a um bloco partidário consolidado, o que aumenta a volatilidade do pleito.

As simulações de segundo turno reforçam a vantagem do senador: contra Kalil, Cleitinho teria 48% a 26%; contra Pacheco, 43% a 23%; diante de Mateus Simões, 46% a 13%; e frente a Flávio Roscoe, 45% a 13%. Testes sem o líder também mostraram Pacheco vencendo Simões por 30% a 17% e Simões superando Kalil por 28% a 18%. Os números configuram não apenas liderança, mas margem confortável que pode desconstruir candidaturas competitivas se mantida ao longo da pré-campanha.

Politicamente, a pesquisa acende alerta para adversários e altera o tabuleiro local: Kalil e Pacheco precisam redesenhar estratégias para recuperar espaço e evitar a dispersão do voto, enquanto eventuais alianças e campanhas de construção de imagem ganharão peso. Ao mesmo tempo, a presença alta de votos em branco, nulos e indecisos revela um eleitorado aberto a variações — um lembrete de que o resultado é retrato do momento, não sentença. Com margem de erro de três pontos, o levantamento aponta vantagem clara, mas deixa margem para reação nas próximas movimentações políticas.