O Museu da Imagem e do Som de São Paulo inaugura nesta sexta-feira (17) uma exposição dedicada a Janis Joplin que reúne mais de 300 peças vindas do acervo familiar. São figurinos, adereços, manuscritos, seus óculos e a estola de penas, muitos itens nunca antes exibidos ao público, posicionando a mostra como uma das mais amplas já montadas sobre a cantora.

O projeto, articulado pelo curador que trouxe o material, nasceu após contato com o administrador do espólio — que havia identificado o MIS como parceiro após ver uma mostra anterior. Na avaliação da equipe, a quantidade e a diversidade dos objetos permitiram conceber uma experiência imersiva: dez salas temáticas com cenografia psicodélica que procuram traduzir emoções centrais à carreira e à personalidade de Janis.

Uma das salas, batizada de Amor Brasil, concentra fotografias, trechos de vídeos e até fragmentos de correspondência relacionados à passagem da cantora pelo país durante o carnaval de 1970. O circuito expográfico busca oferecer não apenas roupas e objetos, mas também desenhos e escritos que mostram um lado artístico menos conhecido de Janis, entre influências do blues e da contracultura dos anos 1960.

A mostra, que ocupa o primeiro andar do MIS, tem ingressos a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), com entrada gratuita às terças-feiras — exceto feriados. Além de celebrar o legado artístico de Joplin, a exposição reforça a aposta do MIS em homenagear grandes vozes do rock e estimula o debate sobre preservação de acervos pessoais e a memória cultural de um período marcado por mudanças sociais e estéticas.