Aos 44 anos, o MorumbiShopping abriu em 18 de março a sexta expansão do complexo — um investimento de R$ 400 milhões que acrescentou 13 mil m² distribuídos em três pisos, 40 novas lojas e um rooftop dedicado à gastronomia. A operação trouxe marcas e conceitos assinados, como Margaux (menu de Laurent Suaudeau), Le Thomaz (por Charlô), Tasca do Zé e da Maria, Tuy Bar e a primeira loja da Bershka no país; a Renner também ganhou espaço repaginado na nova ala.
O novo capítulo chega em boa hora para a comunicação do centro: pesquisa O Melhor de São Paulo Serviços, do Datafolha, elegeu o MorumbiShopping pelo terceiro ano consecutivo como o melhor shopping da zona sul. Na espontânea, o empreendimento foi citado por 16% dos entrevistados; o percentual sobe a 21% entre quem tem mais de 41 anos e a 26% entre famílias com renda superior a 10 salários mínimos. O levantamento ouviu 1.008 moradores da capital de classes A e B entre 5 e 13 de fevereiro, margem de erro de três pontos.
A aposta da administradora Mutiplan é usar o rooftop além das refeições: programação cultural e ativações devem transformar o espaço em ponto de encontro com eventos, música e arte. A gestão também instalou entrada independente e serviço de manobrista para quem vai exclusivamente à área gastronômica — sinal claro de que o mall busca ser um destino, não apenas um complemento à jornada de compras. O movimento acompanha a força do setor: alimentação fora do lar movimentou R$ 455 bilhões em 2024, segundo a Abrasel.
O prêmio do Datafolha valida a estratégia e reforça o apelo do mix e da experiência para atrair público de maior poder aquisitivo. Ao mesmo tempo, o recorte da pesquisa (classes A e B) lembra que o reconhecimento traduz preferência de um público específico. O desafio agora é converter essa imagem em frequência contínua e em receita para lojistas e restaurantes, enquanto disputa espaço com outros polos de convivência e cultura da cidade.