A Polícia Civil do Rio afirma ter elementos que colocam o namorado de Ana Luiza Mateus como principal suspeito da morte da modelo de 30 anos, encontrada na manhã de quarta-feira na área comum de um edifício na Barra da Tijuca. Segundo o boletim, testemunhas relataram briga prolongada na noite anterior e ouviram um estrondo por volta das 5h, horário que a corporação considera provável para a queda.

Testemunhos de vizinhos e a própria fala de Endreo Lincoln Ferreira da Cunha na prisão foram decisivos para a indicação policial. A mãe da vítima contou ter recebido telefonema às 23h em que Ana Luiza disse ter sido agredida. Amigos afirmam que a modelo dava sinais de estar em um relacionamento abusivo — diminuição de postagens e relatos de restrição — e que ela tentou deixar o apartamento quando o homem saiu, comprando passagem para a Bahia.

Endreo foi preso em flagrante no apartamento e, segundo a polícia, admitiu ter iniciado a briga e mexido no corpo da vítima, condutas que o delegado interpretou como tentativa de alterar a cena do crime. Ele chegou a usar a identidade do irmão ao se apresentar; a perícia confirmou sua verdadeira identidade e a prisão foi encaminhada à Delegacia de Homicídios da Barra.

No fim da tarde de quarta-feira, Endreo foi encontrado morto na cela, segundo a polícia por asfixia com peça de roupa. A ocorrência da morte em custódia interrompe o curso normal do processo penal e levanta questões sobre a necessidade de elucidação completa da dinâmica do caso. A investigação segue, com a polícia afirmando que adota as medidas necessárias para o esclarecimento dos fatos.