O primeiro‑ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, anunciou que foi submetido à retirada de um tumor na próstata há cerca de um ano e meio. Segundo ele, o exame mostrou tratar‑se de um estágio muito inicial de tumor maligno, sem qualquer disseminação ou metástases, e o problema não deixou vestígios após “algumas sessões curtas de tratamento”.
Netanyahu disse ter pedido que a divulgação de seu relatório médico anual fosse adiada por dois meses “para que não fosse publicado no auge da guerra, a fim de não permitir que o regime terrorista do Irã espalhasse mais propaganda falsa contra Israel”. O premiê afirmou estar saudável e “em excelente forma física” e agradeceu às equipes do Hospital Hadassah, em Jerusalém.
O anúncio ocorre em paralelo à prorrogação de um cessar‑fogo entre Israel e o Líbano mediado pelos Estados Unidos — medida que, segundo Washington, foi estendida por três semanas após conversas em Washington envolvendo o presidente americano e representantes de Israel e do Líbano. A trégua tem reduzido a violência, mas relatos indicam que confrontos e ataques esporádicos continuam na faixa fronteiriça.
A opção de adiar a divulgação médica, justificada por risco de exploração pela propaganda iraniana, evita confronto aberto com a opinião pública em momento de guerra, mas abre espaço para questionamentos sobre transparência do gabinete num período sensível. O pedido do premiê para que os cidadãos façam exames e sigam orientações médicas reforça a mensagem sanitária, sem dissipar os efeitos políticos do timing do anúncio.