Morreu na sexta-feira aos 68 anos Oscar Schmidt, um dos maiores pontuadores da história do basquete. Draftado pelo New Jersey Nets em 1984, Oscar chegou a disputar partidas de pré-temporada, mas não seguiu para a NBA. Naquele momento, a participação na liga americana implicava perda do status que permitia jogar pela seleção — e defender o Brasil era, por sua própria definição, prioridade absoluta.

Consolidado na Itália com passagens por Caserta e Pavia, onde foi cestinha do campeonato em várias temporadas, Oscar acumulou fama internacional e encontros com jovens promissores. Joe Bryant o levava às quadras com o filho Kobe, que cresceu admirando o brasileiro e guardava para ele um respeito público. Em 1987, na final dos Jogos Pan-Americanos em Indianápolis, Oscar anotou 46 pontos na vitória improvável por 120 a 115 sobre uma seleção americana formada por universitários, entre eles David Robinson — situação que projetou ainda mais sua aura competitiva.

A carreira de Oscar terminou reconhecida entre os grandes do esporte: recebeu homenagens de nomes como Larry Bird ao ser consagrado em instâncias internacionais. Mais do que números, sua trajetória expõe uma escolha emblemática de uma geração — privilegiar a camisa nacional em detrimento de contratos nos EUA — e deixa legado de eficiência ofensiva, vaidade e fidelidade à seleção que moldaram a história do basquete brasileiro.